quinta-feira, 25 de junho de 2015

Os coelhos podem voar!

Um blog deveria ser diário, acompanhar o seu biografado e acompanhar godos os acontecimentos de sua vida. Contudo não consigo seguir muitas regras, então nunca vou conseguir manter aqui sempre atualizado.

Bem, uma vida foi vivida entre a última postagem e hoje. Sim, fiz um desabafo lá e volto a desabafar agora. Os coelhos não gostam de mim.

Nós voltamos, fizemos nossos planos de família, casamento e filhos, que seriam eternos e viveríamos uma vida feliz. Se eu estou escrevendo aqui pode ter certeza que foi por quê não deu certo.

Não interessa o motivo, nem quem está certo, pois pra mim agora os dois estão errados, a vida só estaria no caminho certo se fosse com ela.

Um dia alguém vai ler esse blog, poderá ficar triste, poderá ficar alegre, dizer que tenho razão ou não... não sei, mas não será apagado.

Não será apagado nenhum segundo da vida que vivemos. Sim, ela é o amor da minha vida.

Mas coelhos podem voar...

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Coelhos, amo e odeio!

Bem, eu quase não escrevo, não é por falta de histórias pra contar, é mais por falta de tempo ou disposição mesmo.

Só que um ser me fez ter vontade de escrever. O COELHO! Muito lembrado na páscoa, ele tem tirado meu sossego.

Bem, minha história com coelhos começa a muito tempo, quando conheci os primeiros coelhos, eram bichos estranhos, utilizados na alimentação e, sinceramente, criados porcamente. Então não era muito bem visto. Depois disso o contato foi mesmo com os coelhos da páscoa, e eu nem gosto tanto assim de chocolate.

A um tempo atrás, uma pessoa muito importante para mim cismou que queria criar uma coelha. Nunca fui favorável pois tinha aquela lembrança dos coelhos mal cuidados e no princípio fui contra, mas ela sempre consegue o que quer, conseguiu uma coelha branca, pequena ainda. Agora posso confessar, essa coelha era linda! Linda Lola!

É, essa coelha, como a dona, conquistou meu coração. Passei a gostar de coelhos. Mas tudo nessa vida é transitório, essa coelha foi doada e deixou meu convívio.

Mas não foi só a coelha, junto foi a dona, e realmente fiquei triste com isso, ela era e é o amor da minha vida, e, como já percebi, nada vai mudar isso.

Só não esperava que me apresentassem esse jogo ridiculamente viciante, e o pior, que esgota as vidas rapidamente, entrasse na minha vida.

Foi a dona da Coelha Lola, a mesma responsável por esse jogo e que eu não passo da fase 123 pq um coelho idiota fica roubando as cenouras :(

Era isso, mas digo uma coisa, nem tenho o que falar. E acho que já sei o que vou falar aqui no próximo post. Certamente é algo importante. 



domingo, 22 de junho de 2014

A música que mais gosto!

Tempos Modernos
Lulu Santos

Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro
De hipocrisia que insiste em nos rodear

Eu vejo a vida mais clara e farta
Repleta de toda satisfação
Que se tem direito do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa
Que isso valha pra qualquer pessoa
Que realizar a força que tem uma paixão

Eu vejo um novo começo de era
De gente fina, elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não, não, não

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir

sábado, 21 de junho de 2014

Pequenos detalhes

Nós temos o poder de agir, fazer o possível e, em ocasiões especiais, o impossível. Nunca saberemos quando são estes momentos, mas quando estivermos neles, teremos a certeza que estão valendo a pena.

Contudo, a algo que escapa ao nosso controle: a resposta do mundo aos nossos anseios. São imprevistos que fazem a diferença.

Não importa sua idade, não importa quantas coisas já tenha feito, haverão pequenos detalhes, pequenas respostas que, como as cicatrizes, jamais sairão de quem somos.

Não tem muito o que se dizer, mas é fácil lembrar daquele olhar que recebeu quando deu uma triste notícia, os lábios do primeiro beijo de muitos que recebeu de sua paixão, aquele dia que seu amor adormeceu em seus braços numa tranquilidade e segurança sem fim, o susto e o as palavras proferidas num momento de surpresa...

É fácil entender o que disse com uma palavra: "desgrilou"

Bom fds!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

É Hora De Escrever

A vida é feita de imprevistos. Imprevistos que nunca vamos controlar e que, querendo ou não vão nos acompanhar até nosso último suspiro, e ainda bem que é assim! As melhores alegrias e tristezas, sentimentos que trazem sentido a vida virão destes imprevistos e te farão a vida ter sentindo, e mudar o sentido a cada instante.
A vida não segue um roteiro. Ela não cobra perfeição, só coragem. Coragem, pra encarar todos os imprevistos, daqueles menores aos maiores, que você julga que não vai suportar, mas suporta, pois, só tem idéia do tamanho de sua força quando vai enfrentar os maiores desafios que já se colocaram. E lá se formam músculos, ou calos, ou cicatrizes, que ninguém vai lhe tirar.
Mas isso não significa que depois de enfrentar os desafios estamos prontos para tudo. Somos obras inacabadas. Então cada momento único de nossa vida é o que nos faz ser quem somos e o Eu é construído através de histórias, sonhos, dificuldades, abraços, de pouquinho em pouquinho. Num processo sem fim.
Aí temos para nós estes momentos. Naquele dia inesquecível que você viu pela primeira vez pessoas que mudariam sua vida para sempre, naquele abraço que tirou a graça de todos os outros abraços, naqueles beijos que param o tempo, num instante único que faz dois seres se tornarem um. Pequenos detalhes, objetos, lugares, acontecimentos, que te tomam de assalto e te levam a viver aqueles dias outra vez. Que talvez nunca volte a sentir algo semelhante.
Nós somos vida, energia em transformação e, de um segundo para o outro, tudo muda, foge do planejado. Aí sim, fica único. Uma única história, uma única pessoa, um único sentimento, uma única vontade. É essa a nossa história e  seria apena história, ficaria esquecido no tempo se não fossem, uma história extraordinária!
Até amanhã!

terça-feira, 20 de maio de 2014

Balanço Geral

Antes de tudo gostaria de dizer que o título dessa postagem é um protesto. Tenho sérias restrições ao balanço geral, não precisa ser tão informal e despretensioso um programa para ser popular. Seriedade é o mínimo em um jornalístico.

Mas não é isso que importa hoje, tenho tantas coisas pra contar, e a maioria são impublicáveis ;)

Eu não escrevi quase nada este ano, um ano que começou na praia (adoro essas viagens em família) lá em Fortaleza.

Aconteceram alguns revezes no começo, muitas pessoas passaram, e só passaram, poucas permaneceram. Conheci muitas pessoas, cada uma com uma história, algumas já com ensinamentos valiosos, outras descobrindo o mundo, e não importa se com 16 ou 32 anos, todos tem algo a ensinar, e nós sempre podemos aprender!

Meus amigos tiveram filhos, e é muito gratificante ver o quanto estão felizes, é algo que eu não sabia como sentir.

Tivemos percas também, de pessoas e pessoas, perto e distantes, que, sinceramente farão muita falta aos seus familiares. É incrível como tudo acontece tão de repente e você não acredita nas notícias que ouve...

Fiz apostas bestas e estou ganhando essas apostas bestas! Passei a usar um perfume novo, frequentar novos lugares, ler mais livros, ouvir mais músicas, guardar mais dinheiro, aproveitar mais o tempo, conhecer mais pessoas, ter menos vergonha, ser mais sincero!

Lógico que tem algumas coisas que gostaria muito de mudar, mas nunca foi tão bom ser o Alisson!

Por fim: Ficar calado também é uma resposta!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Textozinho

Eu não sou lindo e nem sou legal. Não sou simpático, gostoso, nem nada dessas coisas! Eu sou extremamente cansativo. Talvez você me ache o máximo quando me conhecer, mas isso não vai durar mais de um mês, acredite. Sou chato e monótono. Odeio insistência e detesto quando me dizem que sou engraçado, ninguém quer ser palhaço, quer ser motivo dos seus sorrisos!

Sei lá, só pra constar mesmo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Tristeza e melancolia

Normalmente venho para o blog para escrever sobre coisas boas, coisas que me alegram e animam. Contudo, nos últimos meses, poucas foram essas coisas, assim, pouco escrevei aqui. Não há problema nenhum, estou bem comigo mesmo, e isso é um alívio, agora é hora de me reconciliar com o mundo, escrever sobre quaisquer coisas e contemplar cada segundo como se fosse o último! Nada de tristeza e melancolia =)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

On Paradise

Quando a realidade supera a ficção, é hora de escrever neste blog. Talvez tenham acontecido tantas coisas que mereceriam ser escritas aqui e eu não escrevi, apenas contemplei e respirei cada segundo, vivi cada instante, que pouco tempo tive para descrever e escrever sobre. Não, não foi ruim, mas tudo está guardado aqui, comigo, como em poucas ocasiões já pude fazer! Talvez as horas mais intensas sejam apenas para serem vividas, não precisam de registros. Coisas que marcaram a alma a ferro e fogo.

sábado, 2 de novembro de 2013

Inspirações

A expectativa de que haja uma fórmula para a vida é a fonte de tantas das nossas decepções. Que tal, de peito aberto, aberto pro mundo, encarar o mundo como ele é, no seu ineditismo, na sua virgindade, na sua irrepetibilidade, e saber, que sem fórmula nenhuma, estamos aí, diante de um mundo extraordinariamente competente para te entristecer, mas aqui e ali, também capaz, de te proporcionar grandes alegrias, grandes surpresas, momentos que você nunca mais gostaria que acabasse. São esses momentos que a gente persegue, e que farão da vida, sempre alguma coisa digníssima de ser buscada, e fantástica de ser vivida.

Clóvis de Barros Filho, professor da USP.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

(Impossível)

Existem perguntas que não têm razão de existência. Por exemplo, qual o momento da vida você escolheria viver novamente?

Ora, numa explicação rápida e certa, e caso queira uma explicação mais precisa leia Espinosa, os momentos da vida são únicos. E cada vez que há uma interação nossa com o mundo (o que ocorre o tempo todo) nós modificamos o mundo e o mundo nos modifica. Assim cada instante de interação transforma o ser e o ser transforma o homem. "Nada do que foi será denovo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará..." filosofia espinosiana pura.

Pois bem, então pq imaginar que aquela pergunta inicial é sem sentido? Pois não somos mais os mesmos. Se você voltasse a um tempo antigo, provavelmente faria coisas diferentes, pois já sabe o resultado e provavelmente não teria o mesmo resultado. Talvez fosse até pior.

Assim, só resta uma alternativa a nós, viver o agora. Foi ótimo tudo que passou, mas só é possível viver o presente, viver o passado ou de passado não é frutífero e esperar tudo para o futuro é adiar o viver.

Então, ao invés de perguntar qual momento viveria novamente, pergunte-se o que todas essas vivências lhe trouxeram? Eu tenho ótimas lembranças, mas não tenho um presente. Frustrante.

Instantes que queremos eternizar

Nestes últimos dias, falei sobre a felicidade, sobre como é bom este estado e o quanto o desejamos em nossas ações. Basicamente tudo que fazemos é visando a felicidade.

Se trabalhamos ou estudamos com afinco, é buscando a satisfação pessoal do trabalho bem feito ou da matéria bem aprendida. Ou, e um "ou" bem grande, visando ganhar dinheiro num futuro imediato e, com esse dinheiro, adquirir coisas que lhe trarão felicidade. Na maioria das vezes o dinheiro traz felicidade.

Não seria nem um pouco inteligente ignorar que existem muitas coisas que o dinheiro não compra. Um abraço apertado, um beijo, uma paixão avassaladora, um sorriso, a saudade, boas amizades.... Os bens materiais ajudam sim a ter tempo, condições, confortos físicos para desfrutar destas alegrias gratuitas.

Vou exemplificar com algo sobre mim. Em 2010 estive na Argentina assistindo a final da Copa Sulamericana de Futebol, Independiente e Goiás. Aquele dia vive em minha mente com uma saudade nostálgica. Aquele foi um dos dias que eu nunca gostaria que terminassem. Aquele é um belo exemplo de estado de conforto, de amenidades, de realização pessoal que por mim deveria durar para sempre. E seu eu não tivesse dinheiro para estar lá? Não teria acontecido. Não existiria aquele instante.

Porém, quero lembrar do ovo de páscoa novamente, imagine que eu realmente aquele dia tivesse durado até hoje. Provavelmente eu já teria me enfadado terrivelmente e sentiria tantas saudades que a única coisa que me traria conforto seria o retorno a minha cidade, as minhas coisas, ao meu ambiente que era familiar. Na verdade no dia seguinte ao do jogo eu ja estava com vontade de voltar, e foi uma grande aventura.

Mas a pretensão é explicar a felicidade. Felicidade é interagir com as coisas que lhe fazem bem, que lhe trazem conforto e que, de outra maneira não precisariam ser. Coisas que se satisfazem em si mesmas. Um beijo que seria tão prazeroso como só ele poderia ser. Que lhe desperta a vontade daquele instante nunca terminar.

Por isso, felicidade depende de cada um, de como cada coisa afeta cada ser. Então nunca critique ou outro por uma coisa que para você poderá ser besta ou sem importância ou causar desconforto. Para o outro poderá ser extremamente recompensador ou feliz!

Viva sempre em abundância!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Reflexões de um ser descobridor

Não tenho dúvidas que, ao escrever, também me descubro. Tenho prazer em escrever aqui, no instante que estou refletindo, estou descobrindo repostas. Respostas mais verdadeiras que aquelas vazias que, na verdade, não respondem nada.

Mas precisamos organizar estas idéias. Voltamos ao ovo de páscoa. Acredito que, depois de ouvir falar nele naquele post, passou a desejar um. Imagine, em outubro você ser o único a ter e comer tal guloseima. Você quer aquele doce, deseja fortemente. Seria feliz, num instante ao menos, se comesse aquele ovo de páscoa.

Você deseja aquilo que não tem. Ama aquele ovo de páscoa pois não o possui. Seria completa, teria um alívio na inconformidade existencial se tivesse aquele pedaço de chocolate embrulhado em papel laminado. Então desejo é, por definição, querer aquilo que nos falta.

Segundo Platão, amor é desejar aquilo que não se tem. Se não tem, mas deseja muito, ama. Amor platônico, fácil de entender. Mas amor platônico só explica parte de um querer, de um relacionamento, de uma convivência amorosa. Pois depois que se tem aquilo que se deseja, não existe mais lugar para o desejo. Se já tenho, não há sentido em desejar.

Certamente o amor platônico explica parte, a parte do desejo. Mas com o relacionamento estabelecido, toma lugar outra forma de amor, o amor socrático. Sim, todos conhecem o platônico, mas poucos sabem i que Sócrates diz sobre o amor. Para ele amor é alegrar-se. Você ama aquilo que lhe deixa feliz, aquilo que te faz bem.

Naquele momento que estiver comendo o ovo de páscoa você estará feliz, ele estará aliviando boa parte de um problema que é viver, existir. Para Sócrates, o amor é o que te torna feliz, mas ainda não tem uma explicação definitiva. Por este motivo ter só ovo de páscoa não vai o deixar feliz. Há a necessidade de outra ação ao menos incidente.

Segundo o que entendi, foi Jesus que ajudou a vencer este entendimento. Para Jesus amar é renunciar a própria felicidade em prol da felicidade de outro. Amar ao próximo como a ti mesmo. Então, neste entendimento, amar é mais que a própria existência do ser que ama, transcende ao outro e nos torna satisfeitos em ver o outro feliz.

Acho este último pensamento o mais difícil. Quantas vezes você fez algo para outrem sem querer nada em troca, realmente quantas vezes? Quantas vezes, num relacionamento, você fez a vontade do outro, não para cobrar isso dele mais a frente, fez apenas por fazer e querer fazer. Essas respostas são bem difíceis de aceitar.

Facilmente pode fechar o círculo, amar é desejar, ser feliz e ter a felicidade do outro como sua própria felicidade.

Desesperador! Se alguém ler aqui pensando em se alegrar, sinto muito, mas nada na vida é fácil.

Então, reflita, você desejou alguém? Ter esta pessoa te tornou feliz? E fazer a felicidade bastaria para ser feliz?

Faz falta alguém para conversar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tem um nome esse sentimento

Vejamos o sentimento que nos permeia neste momento. Digo nós, pois este é um sentimento comum a nós dois, provavelmente ao todos os seres cientes.

Imagine a nossa vida, nossa vivência diária, tudo que se passa num dia de existência. Quantas pessoas, quantas interações, quantas respostas diárias, quantas decisões tomamos voluntariamente. Desde de a qual horário vamos acordar, qual roupa vestir, lavar ou não o cabelo, qual caminho tomar, etc. São pequenas decisões, que obviamente são renúncias a outras. Se vamos levantar cedo ou tarde depende obviamente da necessidade, vontade, oportunidade, ou seja, valores que você dá as coisas.

Assim, uma aluna que estuda no turno matutino na PUC, se para ela a aula tiver um valor elevado, ou a pontualidade, esta não vai levantar tarde, ele vai levantar cedo, mesmo contra outros sentimentos bons (o repouso, o aconchego do lar, a indolência natural)  para chegar a faculdade a tempo de acompanhar a aula a ser ministrada. Ela decide assim pois o valor dado a aula, ao aprendizado, é maior que aos outros disponíveis ou comparados naquele momento.

Este é um exemplo, durante todo momento realizamos estas escolhas, para todos os aspetos da vida. Acredito que você só não escolheu nascer. São infinitas escolhas e até mesmo o não escolher é uma escolha.

Mas agora eu lhe pergunto, e o que tantas escolhas trazem de sentimentos?

A resposta não é de simples entendimento.

Pensemos nas escolhas amorosas. Você provavelmente já escolheu em uma determinada situação continuar ou não um relacionamento. Deixando de lado os aspetos, motivos e condições que o levaram a este questionamento, pensemos somente naquele instante da decisão, continuar ou não um relacionamento.

Digo, com um certo tom pessimista, qualquer que seja a decisão, ela muito provavelmente vai lhe trazer junto a ANGÚSTIA. Na verdade a angústia antecede a decisão. Só de pensar em continuar ou não, vai ser torturante, causará desconforto, moléstia da própria existência humana, escolher é torturante. Muito provavelmente por não haver um roteiro escrito. Imagine que tenha escolhido o rompimento, e depois a realidade se torna muito pior, você não encontra ninguém tão bom quanto, ou não gosta da pessoa do novo relacionamento, ou vários outros motivos leva a causar a angústia. Não saber o que teria sido melhor, será que não seria melhor ter continuado aquele relacionamento? Esta é a ANGÚSTIA.

Angústia é sentimento derivado das escolhas. Não saber o que escolher ou não ter certeza de ter feito uma boa escolha (de acordo com os valores estabelecidos pelo indivíduo que escolheu) é angustiante!

Lembra do ovo de páscoa? Imagine que antes de começar a comer aquele ovo de páscoa, o primeiro, o mais prazeroso, tenham lhe perguntado, você quer comer ovo de páscoa todos os dias? Suponhamos que a resposta seja sim. Obviamente depois de uns dois meses comendo ovo de páscoa surgirá um sentimento de desconforto quando falarem em ovo de páscoa, será torturante a hora de come-lo, e o prazer a muito tempo já se foi. Campo fértil para a angústia. Angústia de não saber se teria sido diferente se tivesse escolhido não comer ovo de páscoa, se teria sido melhor, como seria a vida sem aquele ovo de páscoa.

Estamos a um passo do arrependimento. Sentimento que surge para tentar abrandar a angústia, e muitas vezes consegue. As ações decorrentes daí é assunto para outra conversa.

Importante hoje é perceber qual é o sentimento que surge quando fazemos uma escolha. Se a escolha foi certa ou errada eu não posso responder, mas há boas pistas para cada um buscar essa resposta. Tem pensado muito nas outras alternativas? Tem sentido esta angústia? Um desconforto permanente? Está mais feliz ou num estado de felicidade melhor? As outras alternativas parecem um pouco melhores?

Cada um tem sua resposta.

Estou gostando de escrever sobre estes aspectos humanos. Certamente vou escrever mais. Lembrando, o texto é meu, as idéias universais.

Uma vida sem entender

Bem, tenho que me inserir neste contexto de não compreensão plena da vivência humana.

Meus 30 anos ainda não foram suficientes para encontrar todas as respostas. Mas certamente já me colocaram no rumo de muitas delas, e isso me traz uma sensação de completude e percepção de situações que, de outro modo não entenderia.

Veja, primeiramente, a própria existência. Nós, seres humanos não vivemos só a nossa própria natureza, somos seres essencialmente transcendentes. Somos além da nossa simples existência. Existir não basta. Um pássaro, uma pedra, uma árvore, para eles, existir basta. Já nascem com tudo que precisam saber para a vida toda. O pássaro já nasce sabendo como viver, fazer um ninho, voar, bicar, tomar banho... então, da mesma forma, a árvore na sua existência de árvore e a pedra com sua natureza de pedra.

Mas nós, seres humanos não, nós não temos uma receita de existência pronta. O dia que nascemos é só o princípio de uma vida transcende a nossa natureza. Isso decorre, creio eu, primeiro da nossa consciência de nós mesmos. Somos introspectivos, refletivos, pensantes, contemplativos e outros tantos de características que nos denominam inteligentes.

Comer, beber, dormir, morar, reproduzir e existir não é suficiente. Imagine a sociedade mais primitiva próxima a nós, os índios. Antes da aculturação, no estado primitivo de existência, eles não tinham muitas preocupações, caçavam, pescavam, coletavam, sem muitas das preocupações modernas. Para eles, uma situação quase animalesca, não num sentido pejorativo, mas mais próximo a uma colmeia que a nossa sociedade atual.

Porém, até mesmo neste caso, dos índios, havia necessidade de superar aquela situação, haviam os caciques, os pagés, melhores guerreiros, etc. Era necessidade básica querer ser melhor que o seu semelhante, eles se compararam e tinham noção do que era bom ou ruim, começando a atribuir valores a determinadas características numa consciência comum, lógico que respeitando certas variabilidades individuais que vamos construindo junto com a consciência.

Mas não é isso que interessa, acredito que já entendeu a nossa inquietude inerente a nossa natureza humana. Então, complementando aquele pensamento de ontem, por qual motivo não nos contentamos só com ovo de páscoa? Por ser essa nossa natureza. Temos naturalmente uma inquietude derivada da nossa perceção e comparação inteligente.

Assim, tratando de relações interpessoais, necessariamente vão ser buscadas melhoras. Um relacionamento duradouro (e sadio, pois existem aqueles fincados no comodismo, interesses econômicos, por coação, etc.) invariavelmente terá mudanças.

Mais uma vez digo, o texto é meu, as idéias nem tanto, são conceitos antigos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O que lhe faz bem?

Sinceramente, estou escrevendo para você.

Já perguntou o que lhe proporciona um estado de felicidade? Felicidade, aquele estado de satisfação, completude, bem estar, prazer... Então, pense aí, o que lhe traria felicidade agora?

Vamos supor que tenha respondido que lhe traria satisfação agora um ovo de páscoa. Falando nisso, quero dizer que EU tenho um ovo de páscoa. Então, se tivesse agora um ovo de páscoa teria um estado de felicidade. Significa que ovo de páscoa lhe traz felicidade.

Então você come este primeiro ovo de páscoa e sente aquela felicidade, aquela sensação boa... E logo vai querer outro, muito bom também, não tão bom quanto o primeiro, mas muito bom também. E assim vai sucedendo. Imagine que você coma um ovo de páscoa todo dia, do seu sabor preferido, todos os dias o mesmo ovo de páscoa... Depois de um ano, você não vai gostar mais daquele ovo de páscoa do mesmo jeito... Provavelmente depois de uns três anos você vai odiar aquele ovo de páscoa e felicidade será NÃO comer ovo de páscoa.

Então comer ovo de páscoa lhe traz felicidade, mas felicidade momentânea. Depois você vai querer comida japonesa, em seguida um bolo, depois um brigadeiro, em seguida um suco, no outro dia um sanduíche, depois uma carne assada e em outra semana você volta a comer um ovo de páscoa...

Fácil de entender, é a diversidade de coisas boas momentâneas que, somadas, nós enche de pequenos estados de felicidade.

Mas vamos transplantar esta comparação para pessoas.

Quem lhe traria felicidade agora?

Não sei qual a resposta, mas suponha que seja uma pessoa, mas não qualquer pessoa, uma de determinada época. Tipo o fulano que eu conheci em 2007.

Já entendeu onde eu quero chegar. Se fosse este fulano o mesmo de 2007, provavelmente você já não o aguentaria mais em 2009... Daí decorre a importância da mudança. Da necessidade de mudanças diárias. Nem todas serão boas, haverá dias em que você terá que comer jiló ou quiabo, apesar de ovo de páscoa ser melhor porém, no cômputo geral, comer muitas outras coisas é bem melhor que ovo de páscoa.

Ter ao lado pessoas que sempre mudam é bem melhor que ter uma pessoa perfeita, mas que sempre será a mesma.

Num primeiro momento é complicado imaginar que isso esteja certo, mas basta pensar um pouco e ver que, aquilo que lhe conquista te desafia, transforma com o tempo, é mutável, é gracioso, se renova diariamente, lhe torna feliz!

Essa idéia não é minha. É um conceito filosófico antigo. Felizmente a filosofia tem me ajudado a entender o mundo que me cerca.

Então não queixe das mudanças, elas são mais que necessárias, até mesmo em um relacionamento, são elas que vão proporcionar felicidade.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Meus receios

É muito bom não ter medo. Seria tão bom se não os tivéssemos. Por vezes os temos por pouco coisa, outras ocasiões, não tememos nada.

Eu tenho alguns receios, já tive mais, mas com o tempo vamos amadurecendo e perdendo ou substituindo por outros sentimentos...

Não, não interessa o medo, interessa do que eu não tenho mais medo! EU NÃO TENHO MEDO DOS MEUS SENTIMENTOS! Eu perdi o medo de dizer que eu amo, sem medo da resposta, medo de gostar, medo de perder... medos que eu perdi.

Como é bom dizer o que você sente sem receio!

Um bjo!